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|Sou alguém que...| Gosta de escrever sobre sentimentos. Aqui você vai encontrar: crônicas, contos, críticas e algumas bobagens. Sejam bem vindo(a)s. BRASIL, Mulher, de 26 a 35 anos |

Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros.
Solidão....me sinto perdida dentro de mim mesma.

Dores invisiveis
Existem dores que doem tanto... sufoca a alma e faz agonizar lentamente o coração. Para estas dores não há remédio. É a dor da ausência. Cheguei a acreditar que o tempo curasse esse tipo de dor, hoje sei que, o tempo aliado às lembranças só faz sangrar mais e mais a ferida aberta deixada por quem se foi.

Auto-análise
Gosto muito de fazer auto-análise. Cada vez que tiro um tempo para mergulhar dentro dos meus intrincados sentimentos e emoções, me redescubro e me fascino por ser capaz sempre de mudar. Como um camaleão que muda sua cor para se adequar ao ambiente, nós seres humanos mudamos constantemente para nos adequar, muitas vezes, ao meio ao qual fazemos parte. Nem sempre aceitamos nossas mudanças, e nem sempre somos capazes de reconhecer que mudamos para “agradar” alguém ou até mesmo para corrigir alguma coisa que não achamos legal em nós mesmos. Na maioria das vezes a mudança vem em forma de uma palavra que todos buscam incansavelmente: o amadurecimento.
Tenho pensado muito nisto ultimamente. ...
Será que já posso me considerar uma pessoa madura por reconhecer algumas falhas na minha personalidade?
Ou por ter a noção exata de alguns erros cometidos, e os danos que estes erros causaram na minha vida?
Não sei ao certo se amadurecer é isso. Mais sei que reconhecer nossas falhas e tentar mudar algumas coisas que não estão legais na nossa vida, se não for um ato de amadurecimento no mínimo é uma forma de investir em algo muito mais profundo e complexo.: caráter.

Solidão a dois
Sentada em dos meus restaurantes preferidos, chamo o garçom e faço o pedido: picanha mal-passada, arroz, salada e coca-cola com gelo e limão.
Enquanto aguardo, começo quase sem perceber a fazer uma das coisas que mais faço ultimamente. Observo pessoas. Não sei bem quando este hábito virou vício, mais sempre que fico com a mente desocupada, começo a observar pessoas, não apenas olhar pessoas, e sim observar e fazer conjecturas sobre suas vidas.
Sentados na mesa ao lado está um casal. Aparência bem cuidada, roupas de griffe, maquiagem e cabelos impecáveis, apesar de jovens parecem estar profundamente entediados um com o outro. Não conversam, nem trocam olhares de carinho. E mal se tocam....
Fico pensando no sentido da palavra solidão...
Quando pensamos em pessoas solitárias, automaticamente visualizamos uma pessoa só, sem companhia. Bem, cada dia me convenço que existem tipos de solidão muito mais tristes do que o simples fato de não ter alguém para conversar, é a solidão dos casais.
Casais apaixonados que se distanciam milímetros a milímetros dia a dia sem perceber, e quando a rotina massacrante é percebida o abismo já se formou entre eles.
Solução para este distanciamento?
Um pouco de acrobacia, ginástica dos sentidos e muito bom humor.
Eu garanto, não há rotina que resista a este tratamento de choque.
O almoço chegou, dá licença vou almoçar.